Este pequeno artigo trata sobre o comportamento dos Estados Unidos frente à decisão da Autoridade Nacional Palestina de submeter a ONU a legitimação do Estado da Palestina.
Muitas vezes temos dificuldade em aplicar os conceitos que aplicamos na História das relações entre países a nossa própria época. É como se os países fossem totalmente insensíveis e desleais nas suas antigas políticas, porém estas, deslealdade e insensibilidade, não se aplicariam hoje. Logo os organismos de regulamentação internacional seriam justos e imparciais hoje. Claro que isto não esta nem próximo da verdade, e podemos considerar este tipo de visão etnocêntrica temporal. Os mesmos interesses mesquinhos ainda atuam sob a forma de ideologia tentando disfarçar suas reais intenções. Este é o caso da questão do reconhecimento do Estado Palestino.
Os Estados Unidos da América do Norte, EUA, sempre apoiaram financeiramente e militarmente o Estado de Israel, mesmo quando este massacrava homens, mulheres e crianças palestinas, em troca de um bom ponto militar sob o qual pode interferir na região que é importante não apenas por seu petróleo ( Arábia Saudita, Iraque, Kuwait etc.) mas também por seu fácil acesso ao Mar Mediterrâneo e Oceano Indico.
Hoje (no ano atual) a Autoridade Nacional Palestina (ANP) quer submeter o reconhecimento de seu Estado a Organização das Nações Unidas, ONU, mas a política imperialista estadunidense, que sempre reservou farpas ao povo palestino, quer impedir este progresso básico para um povo.
Os Estados Unidos já haviam anunciado que vetara o pedido da ANP no Conselho de Segurança da ONU, uma vez que para que a decisão de reconhecimento do Estado Palestino aconteça, tal conselho precisa aprovar a decisão e os Estados Unidos são um dos países super poderosos com o poder de veto.
Vendo que sua imagem internacional pode ficar abalada os Estados Unidos ameaçam suspender a ajuda econômica dada a Palestina caso esta insista na tentativa de reconhecimento de seu Estado através da ONU. Essa é uma situação muito interessante ( e não estou sequer pensando na questão de que tal reconhecimento é incomparavelmente mais importante que a ajuda econômica ) e merece ser analisada atentamente.
Então o Estado mais poderoso do mundo ameaça boicotar um pequeno país caso este use os meios aceitos e incentivados pela maior parte dos países do mundo, inclusive os Estados Unidos, para tentar o reconhecimento da soberania sob esse pequeno território. Mais surpreendente se torna a questão quando lembramos que a requisição da ANP é apenas o reconhecimento da determinação da própria ONU.
O discurso adotado pelo presidente Barack Obama é de que a legitimação do Estado da Palestina com fronteiras estipuladas pela ONU, a saber, as fronteiras de antes da Guerra dos Seis Dias de 1967, não condiz com o exigido pela atual conjuntura. Neste discurso esta embutido a defesa de que Jerusalém seja capital religiosa única e indivisível de Israel e que as terras palestinas onde há colonos israelenses assentados devam pertencer a Israel. Portanto o que Obama parece levar em consideração é que a atual divisão da região configura a necessidade de um novo acordo a respeito das fronteiras de Israel, Palestina e talvez Síria. Isto por que Israel ocupa parte do que é considerado território da Siria, as Colinas de Golã. Porém podemos pensar em situação confortável e situação não confortável afim de incrementar a questão com uma justiça baseada em valores comuns a grande maioria das civilizações atuais. Decididamente a situação em que a maior parte dos palestinos vivem por conta da política expansionista de Israel, que sempre obteve a complacência dos Estados Unidos, deve ser considerada não apenas desconfortável, mas também indigna do ponto de vista das necessidades básicas do humano. Assim, os palestinos devem ter acesso a água, terra e possibilidades de transitar sob seu território. A pretensão de Edward Said de um estado que congregasse israelenses e palestinos vivendo em harmonia e dignidade é sem dúvida a solução ideal para a região, porém a dignidade do povo palestino hoje é dependente do reconhecimento de seu estado.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Sabe leitor, este blog não possui uma definição. Talvez aqui você encontrara poesia, talvez uma critica, talvez um vazio, talvez um conto. Este blog apoia o reconhecimento do Estado da Palestina!
sábado, 3 de setembro de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Quem somos nos ?
Quem somos nos ?
Filmes pornograficos para um casto expectador ?
Tecnologia remota e inconpreencivel ?
Ofertas para pública real e digital ?
Politica do ID ?
Economia sem motivo ?
Um eterno bate - papo sem sentido ?
Este poema foi postado em 26.02.2008 no primeiro blog que criei. Chamava-se Elo de Ironias. Acho que eu não seria honesto comigo mesmo se eu não o publicasse aqui
Abraços
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Transgênicos: grande questão
Desde a Revolução Verde a Índia vem tendo cada vez mais partes de seu território cultivado por sementes transgênicas. Na verdade esse (a Índia) foi apenas o lugar onde se deu o começo maciço do agronegócio em sua atual formatação, aliada a sementes transgênicas e tecnologias de plantio e cultivo.
Hoje inclusive Brasil tem grandes partes de seu território de plantio ocupado por sementes transgênicas. Isto por que bem antes da rápida aprovação do uso de algumas sementes transgênicas no Brasil, boa parte dos produtores de soja usavam a sementes transgeneticamente modificadas.
Falamos de dois países considerados em desenvolvimento, mas muitos países de economias subdesenvolvidas também usam as sementes transgênicas. Não devemos esperar nestes maior controle do que o pequeno controle de Brasil, Índia e até Estados Unidos.
Apesar da necessidade de considerar os argumentos de que as sementes transgênicas podem reduzir o preço dos alimentos e elevar a produção agrícola, devemos lembrar de alguns aspectos importantes que, obviamente, nunca estão nas propagandas financiadas pelo lobby das empresas de sementes transgênicas.
Um desses aspectos diz respeito ao uso da água. Como as sementes transgênicas são criadas para suportar doses cada vez maiores de agrotóxicos, todos os países que tem o nosso modelo de agricultura baseado em uma espécie por muitos hectares -e fatalmente usaram agrotóxicos e sementes modificadas- contaminaram significativamente seus lençóis freático, seus rios, suas regiões costeiras, mangues e até aqüíferos. Não se trata de problemas isolados, mas comuns a todos esses países.
Outro grande problema é sobre a diversidade de sementes. Em todos os países onde o cultivo do agronegócio foi implantado foram extintas diversas outras espécies de plantas que serviam para a subsistência das populações locais. Desta forma temos dois grandes problemas. As populações que viviam nesses lugares perdem suas formas básicas de identificação com o espaço, e quase sempre o próprio espaço, além é claro do seu meio de sobreviver.
O outro problema é o propriamente o acima citado, ou seja, a diversidade de sementes. As sementes transgênicas são criadas para serem resistentes as mais diversas condições e ganhar o espaço que outras espécies ocupariam. Com isto grande parte da diversidade de sementes do lugar vai cedendo em espaço (também a captação de luz, outro aspecto espacial). Muitas vezes as sementes transgênicas invadem plantações onde as sementes não eram transgênicas, obrigando esses agricultores a se justificarem judicialmente ou a pagar os direitos da empresa que produziu a semente. Isto é muito recorrente nos Estados Unidos.
Lembrando que todos os aspectos citados acima são bem mais assustadores na realidade do que ao acompanhar estas linhas, podemos entrar nas questões de saúde. O já mencionado lobby dos transgênicos afirma que todas as sementes postas no mercado passaram por muitos testes, e se La chegaram, é por que não representam risco algum para a saúde humana. Muitos especialistas em saúde discordam dessa afirmação e ressaltam o fato de que as sementes passam apenas por testes conhecidos e mesmo esses testes são apressados para que o produto entre no mercado o mais rápido possível. Na verdade, existem muitas denuncias de efeitos alérgicos e cancerígenos em humanos causados por sementes transgênicas.
O argumento de que a produção transgênica pode diminuir a quantidade de famintos do mundo cai por terra quando lembramos que a produção mundial de alimentos é maior que a necessidade mundial de alimentos, assim, o problema é de distribuição e desperdício.
Com relação a distribuição devemos lembrar que os Estados Unidos consomem boa parte da produção mundial. Não se trata apenas de comer, se trata de oferecer uma quantidade enorme de comida para cada cidadão capaz de pagar por ela. Boa parte dessa comida será estragada, mas o preço monetário da comida estragada será revertido para aquele que consome ou diminuído daquele que produz.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Veja este artigo também em:
http://www.webartigos.com/selo-artigos.gif
Hoje inclusive Brasil tem grandes partes de seu território de plantio ocupado por sementes transgênicas. Isto por que bem antes da rápida aprovação do uso de algumas sementes transgênicas no Brasil, boa parte dos produtores de soja usavam a sementes transgeneticamente modificadas.
Falamos de dois países considerados em desenvolvimento, mas muitos países de economias subdesenvolvidas também usam as sementes transgênicas. Não devemos esperar nestes maior controle do que o pequeno controle de Brasil, Índia e até Estados Unidos.
Apesar da necessidade de considerar os argumentos de que as sementes transgênicas podem reduzir o preço dos alimentos e elevar a produção agrícola, devemos lembrar de alguns aspectos importantes que, obviamente, nunca estão nas propagandas financiadas pelo lobby das empresas de sementes transgênicas.
Um desses aspectos diz respeito ao uso da água. Como as sementes transgênicas são criadas para suportar doses cada vez maiores de agrotóxicos, todos os países que tem o nosso modelo de agricultura baseado em uma espécie por muitos hectares -e fatalmente usaram agrotóxicos e sementes modificadas- contaminaram significativamente seus lençóis freático, seus rios, suas regiões costeiras, mangues e até aqüíferos. Não se trata de problemas isolados, mas comuns a todos esses países.
Outro grande problema é sobre a diversidade de sementes. Em todos os países onde o cultivo do agronegócio foi implantado foram extintas diversas outras espécies de plantas que serviam para a subsistência das populações locais. Desta forma temos dois grandes problemas. As populações que viviam nesses lugares perdem suas formas básicas de identificação com o espaço, e quase sempre o próprio espaço, além é claro do seu meio de sobreviver.
O outro problema é o propriamente o acima citado, ou seja, a diversidade de sementes. As sementes transgênicas são criadas para serem resistentes as mais diversas condições e ganhar o espaço que outras espécies ocupariam. Com isto grande parte da diversidade de sementes do lugar vai cedendo em espaço (também a captação de luz, outro aspecto espacial). Muitas vezes as sementes transgênicas invadem plantações onde as sementes não eram transgênicas, obrigando esses agricultores a se justificarem judicialmente ou a pagar os direitos da empresa que produziu a semente. Isto é muito recorrente nos Estados Unidos.
Lembrando que todos os aspectos citados acima são bem mais assustadores na realidade do que ao acompanhar estas linhas, podemos entrar nas questões de saúde. O já mencionado lobby dos transgênicos afirma que todas as sementes postas no mercado passaram por muitos testes, e se La chegaram, é por que não representam risco algum para a saúde humana. Muitos especialistas em saúde discordam dessa afirmação e ressaltam o fato de que as sementes passam apenas por testes conhecidos e mesmo esses testes são apressados para que o produto entre no mercado o mais rápido possível. Na verdade, existem muitas denuncias de efeitos alérgicos e cancerígenos em humanos causados por sementes transgênicas.
O argumento de que a produção transgênica pode diminuir a quantidade de famintos do mundo cai por terra quando lembramos que a produção mundial de alimentos é maior que a necessidade mundial de alimentos, assim, o problema é de distribuição e desperdício.
Com relação a distribuição devemos lembrar que os Estados Unidos consomem boa parte da produção mundial. Não se trata apenas de comer, se trata de oferecer uma quantidade enorme de comida para cada cidadão capaz de pagar por ela. Boa parte dessa comida será estragada, mas o preço monetário da comida estragada será revertido para aquele que consome ou diminuído daquele que produz.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Veja este artigo também em:
http://www.webartigos.com/selo-artigos.gif
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A esperança
O Partido Comunista Cubano quer levar a cabo uma reestruturação econômica que retirara grande parte dos benefícios básicos da população cubana. Não só a tão famosa caderneta para alimentos básicos poderá ser banida, mas também muitos empregos. Muitas estatais serão vendidas e ou perderam subsídios; empresas de economia mista serão criadas.
Sabemos que as empresas multinacionais teriam muito a ganhar se tiverem um exercito de reserva ao seu dispor (desempregados) afim de reduzir os salários.
Em momento algum devemos nos opor a transformação na ilha se essa for a vontade da maior parte da população, entretanto, não devemos deixar de observar que oque acontece na ilha não é um fracasso do Comunismo, e sim a vontade de uma população de experimentar algo que lhe parece bom. Menciono a importância de que a esquerda se posicione por que pode acontecer o mesmo que aconteceu nas republicas da antiga União Soviética, ou seja, um progressivo sucateamento que fatalmente levaria a revoltas e a abertura econômica. Não devemos subestimar o poder que o grande Capital teria de comprar esses governos afim de sucatear suas bases estruturais.
Embora queiram definir essa como mais uma medida em prol da revolução, nem o mais ingênuo é capaz de acreditar nisso. Claro que esta é uma abertura é um caminho para progressiva reentrada do capital e do capitalismo na ilha.
Alguns analistas argumentam que esse pode ser um reflexo da do que a pequena economia cubana representa. Claro que devemos rechaçar este tipo de argumentação uma vez que só leva em conta o tamanho e fluidez da economia e esquece o quanto de benefícios sociais os cubanos tiveram e tem em todo o período revolucionário.
Sem duvidar sequer um instante da importância de Fidel Castro para o Comunismo mundial, devemos ter em mente a possibilidade de que este mesmo não quis fazer tal reforma e deixou tal empresa para seu irmão. Assim, Fidel entra para a História sem essa grande macula.
Na minha modesta opinião, Cuba é um caso especial. Entrara para a História exatamente como ícone de referencia em revolução comunista!
Abraços! Os mais fortes!
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Sabemos que as empresas multinacionais teriam muito a ganhar se tiverem um exercito de reserva ao seu dispor (desempregados) afim de reduzir os salários.
Em momento algum devemos nos opor a transformação na ilha se essa for a vontade da maior parte da população, entretanto, não devemos deixar de observar que oque acontece na ilha não é um fracasso do Comunismo, e sim a vontade de uma população de experimentar algo que lhe parece bom. Menciono a importância de que a esquerda se posicione por que pode acontecer o mesmo que aconteceu nas republicas da antiga União Soviética, ou seja, um progressivo sucateamento que fatalmente levaria a revoltas e a abertura econômica. Não devemos subestimar o poder que o grande Capital teria de comprar esses governos afim de sucatear suas bases estruturais.
Embora queiram definir essa como mais uma medida em prol da revolução, nem o mais ingênuo é capaz de acreditar nisso. Claro que esta é uma abertura é um caminho para progressiva reentrada do capital e do capitalismo na ilha.
Alguns analistas argumentam que esse pode ser um reflexo da do que a pequena economia cubana representa. Claro que devemos rechaçar este tipo de argumentação uma vez que só leva em conta o tamanho e fluidez da economia e esquece o quanto de benefícios sociais os cubanos tiveram e tem em todo o período revolucionário.
Sem duvidar sequer um instante da importância de Fidel Castro para o Comunismo mundial, devemos ter em mente a possibilidade de que este mesmo não quis fazer tal reforma e deixou tal empresa para seu irmão. Assim, Fidel entra para a História sem essa grande macula.
Na minha modesta opinião, Cuba é um caso especial. Entrara para a História exatamente como ícone de referencia em revolução comunista!
Abraços! Os mais fortes!
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A esquerda de vanguarda
O leitor mais atento deve estar consciente da mais surpreendente inovação da política brasileira: o discurso da transformação do PSDB de um partido apoiador do liberalismo econômico em um partido mais de esquerda.
Não é novidade que figuras conhecidas como José Serra e Fernando Henrique já namoraram com as idéias marxistas. Porém o mais estranho aconteceu quando Alberto Goldman disse no programa televisivo Roda Viva que acredita num marxismo diferente e que este marxismo pode até trabalhar em junção com uma política neoliberal.
Embora Fernando Henrique Cardoso insiste que o PSDB deve tentar captar a nova classe média, Alckmin quer ampliar os programas sociais como o renda cidadã. Claro que toda esta movimentação dos tucanos esta associada a sua progressiva regressão no numero de eleitores e poder, fenômeno acontecido por conta da era Lula.
O PT por sua vez, embora tenha obviamente uma política mais social e distributiva, já faz parte dos grandes partidos do cenário nacional, ou seja, sujeito as mesmas pressões de grandes empresas.
Menciono estes fatos por que o rótulo de esquerda passa a ser cada vez mais situacional e passível de distorções. Embora precisemos apoiar os programas sociais –perfeitamente adaptados a estrutura capitalista- que melhoram a qualidade do nosso povo como o ProUni e O Renda mínima, devemos lembrar que resta ao humano preocupado com um futuro mais igualitário é uma esquerda de vanguarda desfragmentada.
Sabemos que os anos de lutas e conquistam garantem ao MST o titulo de movimento de esquerda de grande influencia, mas não garante as conquistas futuras. Ousaria dizer que os intelectuais dos pequenos, porém importantes, partidos de esquerda teriam um grande campo de união ao participar – ainda mais ativamente – da legitimidade cientifica do papel social que as reformas agrárias poderiam trazer a sociedade e a esquerda. Para aprofundar neste pensamento, devemos lembrar que o MST esta perdendo influencia entre alguns pensadores ( e ganhando entre outros é verdade) que sustentam que para se ter uma revolução mais eficiente é necessário modernizar o capitalismo. Então o trabalho que se apresenta não é o de desmentir essa questão, mas mostrar como a modernidade agrícola pode se fazer presente na luta do campo.
Outro dado importante a ser observado é que a esquerda de vanguarda se faz pouco presente dentro das periferias, residência dos que seriam mais importantes para esses partidos. Muitos programas de benfeitoria locais podem ser feitos nas periferias sem grande dispêndio de dinheiro, ao invés, força física e mental. Se posicionar contra as políticas assistenciais petistas frente a essas pessoas torna-se além de improdutivo, ilegítimo, haja vista a melhora na qualidade de vida dessas pessoas. Este mesmo habitante da periferia é capaz de analisar uma critica ao PT quando esta é pertinente.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Não é novidade que figuras conhecidas como José Serra e Fernando Henrique já namoraram com as idéias marxistas. Porém o mais estranho aconteceu quando Alberto Goldman disse no programa televisivo Roda Viva que acredita num marxismo diferente e que este marxismo pode até trabalhar em junção com uma política neoliberal.
Embora Fernando Henrique Cardoso insiste que o PSDB deve tentar captar a nova classe média, Alckmin quer ampliar os programas sociais como o renda cidadã. Claro que toda esta movimentação dos tucanos esta associada a sua progressiva regressão no numero de eleitores e poder, fenômeno acontecido por conta da era Lula.
O PT por sua vez, embora tenha obviamente uma política mais social e distributiva, já faz parte dos grandes partidos do cenário nacional, ou seja, sujeito as mesmas pressões de grandes empresas.
Menciono estes fatos por que o rótulo de esquerda passa a ser cada vez mais situacional e passível de distorções. Embora precisemos apoiar os programas sociais –perfeitamente adaptados a estrutura capitalista- que melhoram a qualidade do nosso povo como o ProUni e O Renda mínima, devemos lembrar que resta ao humano preocupado com um futuro mais igualitário é uma esquerda de vanguarda desfragmentada.
Sabemos que os anos de lutas e conquistam garantem ao MST o titulo de movimento de esquerda de grande influencia, mas não garante as conquistas futuras. Ousaria dizer que os intelectuais dos pequenos, porém importantes, partidos de esquerda teriam um grande campo de união ao participar – ainda mais ativamente – da legitimidade cientifica do papel social que as reformas agrárias poderiam trazer a sociedade e a esquerda. Para aprofundar neste pensamento, devemos lembrar que o MST esta perdendo influencia entre alguns pensadores ( e ganhando entre outros é verdade) que sustentam que para se ter uma revolução mais eficiente é necessário modernizar o capitalismo. Então o trabalho que se apresenta não é o de desmentir essa questão, mas mostrar como a modernidade agrícola pode se fazer presente na luta do campo.
Outro dado importante a ser observado é que a esquerda de vanguarda se faz pouco presente dentro das periferias, residência dos que seriam mais importantes para esses partidos. Muitos programas de benfeitoria locais podem ser feitos nas periferias sem grande dispêndio de dinheiro, ao invés, força física e mental. Se posicionar contra as políticas assistenciais petistas frente a essas pessoas torna-se além de improdutivo, ilegítimo, haja vista a melhora na qualidade de vida dessas pessoas. Este mesmo habitante da periferia é capaz de analisar uma critica ao PT quando esta é pertinente.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
domingo, 10 de abril de 2011
Animais: a próxima questão
Carne a próxima questão
Além de Paul McCartney e Yoko Ono muitas outras pessoas deixam de comer carne. Uns por quererem se livrar do colesterol, outros por entenderem que os animais não deveriam ser criados para nos servirem de comida.
Comentar a pena que nos causa ver um rosto animal ao caminhar para o abate já não é necessário, pois é fato evidente e inegável, assim, vamos nos concentrar nos benefícios e malefícios a saúde humana.
O argumento mais usado pelos “carnívoros” é de que somente a carne possui a quantidade e variedade de proteínas necessárias ao bom funcionamento diário do corpo humano.
Já os vegetarianos alegam que não há um alimento completo, e que a completude se da com uma alimentação variada, assim, até mesmo a carne deixa de ser necessária.
Na realidade a questão nutricional é somente um dos campos em que essa batalha se trava. Batalha sim, e essa já esta sendo travada entre humanos. Não belicamente, mas através de propagandas e ideologias.
Ouço dizer aqui que esta será a próxima grande questão da humanidade. Próxima por que a atual é exatamente a exploração de um humano por outro.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Além de Paul McCartney e Yoko Ono muitas outras pessoas deixam de comer carne. Uns por quererem se livrar do colesterol, outros por entenderem que os animais não deveriam ser criados para nos servirem de comida.
Comentar a pena que nos causa ver um rosto animal ao caminhar para o abate já não é necessário, pois é fato evidente e inegável, assim, vamos nos concentrar nos benefícios e malefícios a saúde humana.
O argumento mais usado pelos “carnívoros” é de que somente a carne possui a quantidade e variedade de proteínas necessárias ao bom funcionamento diário do corpo humano.
Já os vegetarianos alegam que não há um alimento completo, e que a completude se da com uma alimentação variada, assim, até mesmo a carne deixa de ser necessária.
Na realidade a questão nutricional é somente um dos campos em que essa batalha se trava. Batalha sim, e essa já esta sendo travada entre humanos. Não belicamente, mas através de propagandas e ideologias.
Ouço dizer aqui que esta será a próxima grande questão da humanidade. Próxima por que a atual é exatamente a exploração de um humano por outro.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
sábado, 9 de abril de 2011
Intolerância ignorante programada.
Muammar El Gaddafi é o responsável pelo mais novo embate entre as esquerdas. Alguns que se intitulam stalinistas (alguns não se declaram) argumentam que a mídia internacional esta distorcendo a verdade sobre a Líbia ( que não podemos confiar na grande mídia é muito obvio) e que se trata de mais uma agressão imperialista. Estes ainda escrevem que as rebeliões na Libia são motivadas por interferências imperialistas externas.
Com relação a Gaddafi (ou Caddafi) acho que podemos concordar (todos nós) que alguém que diz que a Al Qaeda colocou alucinógenos no leite das crianças de seu país não é alguém que preze pela inteligência deste mesmo povo.
Já alguns auto intitulados trotskistas (outros sem títulos) argumentam que a falta de Democracia deve ser combatida a todo custo, e seguramente Gaddafi não é visto por estes como legitimo defensor da Democracia. Devemos lembrar que muitos desses trotskistas deixam de reconhecer os óbvios avanços na Bolívia e na Venezuela.
Antes de continuar meu pensamento gostaria de deixar bem claro que tanto Estados Unidos como União Européia tem interesses econômicos na região e que os dados , mas também que o povo líbio também gosta de viver bem, e viver bem é sempre ter expectativa de se conseguir o que não se tem, seja liberdade de expressão ou pão.
Podemos perceber que ainda andamos em extremos, ou seja, que as esquerdas se apressam em enquadrar toda a complexidade da política em seus poucos rótulos, quando deveriam agir, como o próprio Marx recomendou, trabalhando de acordo com a situação, mesmo que tenha que se fazer aliança com um grupo de interesses políticos diferentes afim de derrotar um inimigo comum ao alcançar objetivos comuns. Então a questão não é somente as revoltas no mundo islâmico, mas sim a conversa entre as esquerdas.
Sobre esse ponto podemos analisar a política externa chinesa, mas isto é assunto para outro texto.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Com relação a Gaddafi (ou Caddafi) acho que podemos concordar (todos nós) que alguém que diz que a Al Qaeda colocou alucinógenos no leite das crianças de seu país não é alguém que preze pela inteligência deste mesmo povo.
Já alguns auto intitulados trotskistas (outros sem títulos) argumentam que a falta de Democracia deve ser combatida a todo custo, e seguramente Gaddafi não é visto por estes como legitimo defensor da Democracia. Devemos lembrar que muitos desses trotskistas deixam de reconhecer os óbvios avanços na Bolívia e na Venezuela.
Antes de continuar meu pensamento gostaria de deixar bem claro que tanto Estados Unidos como União Européia tem interesses econômicos na região e que os dados , mas também que o povo líbio também gosta de viver bem, e viver bem é sempre ter expectativa de se conseguir o que não se tem, seja liberdade de expressão ou pão.
Podemos perceber que ainda andamos em extremos, ou seja, que as esquerdas se apressam em enquadrar toda a complexidade da política em seus poucos rótulos, quando deveriam agir, como o próprio Marx recomendou, trabalhando de acordo com a situação, mesmo que tenha que se fazer aliança com um grupo de interesses políticos diferentes afim de derrotar um inimigo comum ao alcançar objetivos comuns. Então a questão não é somente as revoltas no mundo islâmico, mas sim a conversa entre as esquerdas.
Sobre esse ponto podemos analisar a política externa chinesa, mas isto é assunto para outro texto.
Eloi Carvalho Torres é homo sapiens sapiens
Assinar:
Postagens (Atom)